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Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves
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A herança de Darwin é extraordinária: grande logo à partida, tem rendido juros que se têm acumulado neste século e meio e continua a render! Como um biólogo ilustre disse, "nada na biologia faz sentido a não ser à luz da evolução". A teoria da evolução é uma grande teoria unificadora na Biologia pois permite explicar de uma maneira bastante simples toda a variedade e complexidade do mundo vivo, incluindo neste a nossa espécie.
O sábio inglês afirmou que pequenas causas fazem, ao longo de muitos e muitos anos, grandes efeitos. Foi assim que a partir de organismos primitivos chegámos à riqueza do mundo vivo que hoje vemos. Foi assim que a partir de seres unicelulares se chegou ao homem. A origem da vida continua a ser algo misterioso, mas o seu desenvolvimento passou a ser claro. Darwin não conhecia os mecanismos da genética, mas, desde que estes se conhecem, percebe-se que as pequenas causas são alterações genéticas (pode sempre haver erros numa cópia). Essas pequenas causas serão ocasionais, mas o processo de selecção natural, que tem a ver com a melhor adaptação ao meio, faz com que umas espécies triunfem ao passo que outras não. Por exemplo, a nossa triunfou ao passo que as trilobites não.
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Em antecipação à próxima etapa do ciclo “No Caminho da Evolução", a Dra Eugénia Cunha oferece-nos um resumo da sua conferência entitulada COMO NOS TORNÁMOS HUMANOS:

"Esta pergunta recorrente que se coloca desde sempre, vai buscar respostas a várias ciências e permanece um dos maiores desafios da antropologia e da biologia. Leva-nos a uma inevitável e fascinante viagem ao nosso interior e no tempo porque o entendimento de onde viemos elucida também sobre para onde vamos. E no exercício de mergulhar no passado, há que recuar até há cerca de 7 milhões de anos para encontrar os mais prováveis candidatos a primeiros hominídeos. Desde eles até ao presente, passamos por uma cadeia impressionante de antepassados, directos e indirectos, que vamos colocando na nossa árvore evolutiva, densamente ramificada mas da qual só conhecemos uma parte dos inquilinos. Falaremos de alguns deles, onde, como surgiram e como se relacionam connosco.
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Nascido de uma família abastada, Darwin recebeu educação nas melhores instituições de seu tempo, posteriormente cursando medicina na Universidade de Edimburgo. Abandonou o curso de medicina dois anos após sua entrada na universidade. Mais tarde entrou para a Universidade de Cambridge, de 1828 a 1831. Lá entrou em contacto com duas personalidades que influenciaram sobremaneira suas posteriores pesquisas: conheceu o geólogo Adam Sedwick e o estudioso de Botânica John Henslow. Este convenceu-o a partir em uma viagem ao redor do mundo, que durou cinco anos. 
Nesta viagem, Darwin passou a colectar inúmeros espécimes da vida terrestre e marítima, tendo sido instruído por Henslow e Sedwick na observação científica dos fenómenos do mundo natural e na observação dos resíduos da história terrestre.
Darwin tinha 22 anos quando zarpou, em 1831, no Beagle, com a missão primária de desenhar reentrâncias mal conhecidas do litoral da costa Sul Americana.
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